Em meio a contemporaneidade, observa-se a forte onda capitaneada pelas grandes produtoras que exercem todo o seu poder de coerção, lançando produtos no mercado musical destinados a sociedade de consumo e visando o gosto pouco exigente de uma parte da população do país. Priorizando o divertimento, o povo passa a ser alvo e não origem de uma produção musical que é realizada em série por profissionais que normalmente não fazem parte do grupo de pessoas despidas de suas características individuais. Entendido de maneira razoavelmente homogênea, o público (a grande massa) não mantém ligação vivencial com uma específica produção musical, fato que dialóga com as referências (identidade) do público alvo em questão e talvez explique o grande consumo dos gêneros da moda e por que são ligeiramente descartados.
Contrapondo-se a essa realidade, é possível identificar movimentos e personalidades musicais que transcendem a pseudo barreira da alienação promovida pela cultura de massa e se tornam verdadeiros marcos na história fonográfica e cultural do país. A exemplo do choro, gênero musical que ao longo dos anos é conhecido como representante legítimo da música virtuosística brasileira. Afinal, quem nunca ouviu (mesmo sem saber a autoria) algo como Odeon ou Apanhei-te Cavaquinho do grande e saudoso Ernesto Nazareth? Tais feitos repletos de conceitos, estão ligados diretamente à história e identidade de um povo, tornando sólido e capaz de atravessar os tempos e influenciar gerações. Porém, é importante chamar atenção para que a compreensão de tal linguagem artística não seja privilégio de poucos, pois segundo filósofos da escola de Franckfurt (Adorno e Horkheimer) existe uma estreita conexão entre a cultura de massa e a persistência da injustiça social.
Contrapondo-se a essa realidade, é possível identificar movimentos e personalidades musicais que transcendem a pseudo barreira da alienação promovida pela cultura de massa e se tornam verdadeiros marcos na história fonográfica e cultural do país. A exemplo do choro, gênero musical que ao longo dos anos é conhecido como representante legítimo da música virtuosística brasileira. Afinal, quem nunca ouviu (mesmo sem saber a autoria) algo como Odeon ou Apanhei-te Cavaquinho do grande e saudoso Ernesto Nazareth? Tais feitos repletos de conceitos, estão ligados diretamente à história e identidade de um povo, tornando sólido e capaz de atravessar os tempos e influenciar gerações. Porém, é importante chamar atenção para que a compreensão de tal linguagem artística não seja privilégio de poucos, pois segundo filósofos da escola de Franckfurt (Adorno e Horkheimer) existe uma estreita conexão entre a cultura de massa e a persistência da injustiça social.
Marcelo Pinho


