sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A contribuição da Música para superar as adversidades


Uma reportagem da Revista Isto É, de 1 º de novembro deste ano de 2013, apresenta estudos científicos que decifram mecanismos psicológicos, cerebrais e levam uma pessoa a se recuperar melhor e mais rapidamente do sofrimento. Estes estudos apontam caminhos para desenvolver essa capacidade, dizem quais os segredos dos mais fortes e respondem por que algumas pessoas têm mais facilidade de naturalmente superar traumas e obstáculos sem tanto sofrimento.

Dos que se superam melhor, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR, que coordenou o trabalho : “A maioria tem elevada autoestima (93%), autocontrole (86%), maior flexibilidade para lidar com as mudanças (81%) e objetivos definidos (72%)”. Esses membros são caracterizados de “resilientes” que na definição científica é a capacidade de adaptar às situações para superar as adversidades com menor nível possível de estresse. O indivíduo que foi exposto a fatalidades traumatizantes, acaba por desenvolver uma resistência maior e aprende a lidar bem com as dificuldades.


No que diz respeito à música, o seu poder é capaz de mexer com o emocional e o elemento intrínseco do ser humano, a alma. Desperta o incentivo, a disposição, a garra, a coragem e é o veículo pelo qual acessamos os nossos sentimentos mais íntimos, podendo contribuir positivamente para reais mudanças. A revista expõe a história da adolescente Kelly Pinheiro que tenta construir um futuro diferente de sua família.



O que a ciência já comprovou é que o cérebro é capaz de modificar seu funcionamento de acordo com os estímulos que recebe. A depender das circunstâncias internas, pode reforçar um circuito de neurônios que nos incentiva a reagir ou outro que nos leva a nos integrar. Portanto, segundo o estudo, lidar com a rejeição, valorizar suas aptidões, pensar nos acertos e analisar os problemas de outra maneira, alterar a maneira de pensar e de agir diante de uma circunstância ruim, modifica a forma como o cérebro responderá a situações semelhantes que vierem a ocorrer.

Carol Miranda

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