
Tendo a cultura como um sistema simbólico, em que a humanidade atribui significados e sentidos às coisas do mundo de forma racional e estruturada, é relevante avaliar e respeitar a diversidade musical existente em nosso país, onde a miscigenação retrata as influências que nos foram deixadas por indígenas, portugueses, africanos e milhões de imigrantes vindos de toda a parte.
Gêneros musicais que geralmente são disseminados por uma classe social menos favorecida são envoltos em total preconceito. Este, embasado em questões morais, que por muitas vezes nada tem a ver com qualidade e prestígio, nos torna prisioneiros do senso comum, impostos pela maioria da sociedade que carrega um incômodo natural diante do diferente, do estranho, do novo.
É importante a questão do gosto, mas existe uma insistência em marginalizar certas categorias e isso beira um elitismo cultural arrogante que aceita novidades apenas dentro de suas limitações e, comumente, sob a influência da mídia. Afinal, quando se trata de cultura, deve-se levar em conta bom senso e alto gabarito intelectual?
Se a cultura musical é a voz de um povo, dá-se a ele o mérito de reconhecer o seu real valor. De fato, o conservadorismo enraizado na sociedade atual, acostumada a desprezar o que não faz parte do seu meio de integração é um grande empecilho, mas o verdadeiro desafio é promover um cenário de convívio sem distinções.
Imagem: Retirada do Google.
Imagem: Retirada do Google.
Carol Miranda
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